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16 agosto, 2011


o vento leva as palavras que um dia foram promessas, e que de promessas pouco foram. quem prometeu, nem sempre cumpriu e quem um dia esperou algo de uma promessa, nem sempre viu o seu tempo bem gasto. já vi o tempo passar-me ao lado, à espera de promessas que de palavras não passaram, e palavras leva-as o vento. o que é verdadeiro o vento não leva, o que é verdadeiro o coração protege e hoje eu digo, o que é verdadeiro está comigo. tudo em que um dia acreditei por uma promessa, hoje não passa de vento. o vento vai e vem, leva e trás promessas que alguém fez, e que por um motivo ou outro, continuam por cumprir e ainda fazem estremecer corações. o meu, o meu já não estremece, tornou-se imúne a palavras que o vento levou, estas palavras às quais chamam promessas

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